domingo, 31 de outubro de 2010

4. MAIS ASPECTOS PEDAGÓGICOS

4.1 Um olhar pedagógico das interfaces do Moodle

O ensino atual está muito mais interativo, ganhando um espaço considerável na internet e formando, assim, as comunidades de aprendizagem. Essas comunidades sociais são constituídas por interlocutores invisíveis que abordam assuntos tanto de conhecimentos científicos quanto conhecimentos espontâneos. Conectados à rede, esse interlocutores criam espaços nos quais falam sobre variados assuntos. É uma troca de experiências sócias, afetivas, culturais e intelectuais. Todos, interligados, firmam relacionamentos tendo o computador como mediador.
Essas comunidades de relacionamentos são conhecidas como AVA (Ambiente Virtuais de Aprendizagem) ou LMS (Learning Management Systems) que são, na verdade, plataformas, onde são usadas ferramentas para comunicação síncrona (em tempo real) ou assíncrona (. Exemplos dessas interfaces são os sites de relacionamento (Orkut, Facebook), chats entre outros.
Através do AVA, variadas formas de aprendizado são disponibilizadas. Existem os cursos que são oferecidos via on-line, ou os que são intercalados com momentos presencias e momentos on-line.
Essas plataformas virtuais atendem a necessidades diferentes, podendo tanto abordar assuntos pedagógicos, de formação escolar, aperfeiçoamento de professores, quanto de assuntos relacionados à política, questões econômicas, etc.
Com a filosofia do software livre, outras plataformas de relacionamento foram sendo criadas, como o Moodle. Esses ambientes vêm crescendo de tal forma que já são utilizados tanto no Brasil quanto nos demais países. No Brasil, instituições públicas e privadas já fazem uso dessas plataformas.
Na plataforma Moodle as interfaces de comunicação e gerenciamento permitem mediar as atividades disponibilizadas. Os espaços para discussão dos assuntos trabalhados são ampliados, permitindo que as pessoas conectadas a esse ambiente possam contribuir com suas experiências de vida, suas opiniões particulares para uma nova e importante aprendizagem.
A comunicação síncrona (MSN, chats) é o que permite a interação entre os alunos que realizarão as tarefas propostas pelos professores (os mediadores nas discussões entre os alunos) que fazem uso do AVA como espaços de aprendizagem. Outra característica importante da comunicação síncrona é que permite a sociabilidade entre os participantes. Através dessa ferramenta, os participantes podem conversar, formar novas amizades, trocarem experiências.
A comunicação assíncrona é apresentada de forma em que os sujeitos não estão conectados na mesma hora. Ela é mais utilizada nas atividades que são realizadas a distância. Não é uma troca imediata de informações, como nos chats, utilizando-se, então, de ferramentas como o fórum, que é um espaço que permite o envio de mensagens que podem ou não ser discutidos entre os integrantes do grupo. Portanto, a interatividade é restrita. Existe a comunicação entre os sujeitos, mas a interação é limitada.
Segundo Lévy (1999) existem três níveis de interação, nos quais os sujeitos podem discutir, negociar, trocar informações ao mesmo tempo. São eles: um-todos, um-um, todos-todos.
A interatividade passa a ser o quesito “chave” nas atividades à distância, pois os sujeitos participam ativamente, emitem suas opiniões, contrapõem idéias, agem, reagem e, com isso, aprendem novas possibilidades de aprendizagem.
O professor da plataforma Moodle tem um papel fundamental nas atividades, pois deve interagir com o ambiente, gerenciar cada interface, sabendo utilizar de maneira produtiva as interfaces síncronas ou assíncronas. O professor-mediador da atividade deve saber guiar o aluno na disciplina proposta, para que este atinja o objetivo do trabalho proposto.
O professor deverá definir as interfaces mais adequadas ao objetivo de sua atividade. Ele pode alterar, incluir ou excluir determinadas interfaces, tendo autonomia para agir com a finalidade de facilitar o uso da plataforma para o aluno-sujeito de acordo com seus objetivos como educador.
Existem inúmeras interfaces, tais como o chat, o diário, os fóruns, o perfil, o blog, entre outros.
O chat é uma ferramenta que possibilita os encontros on-line, podendo-se criar, inclusive, salas particulares para serem realizadas determinadas atividades. Na plataforma Moodle o professor pode criar salas de bate papo, personalizando o ambiente para desenvolver os encontros síncronos.
O chat, que tem objetivos pedagógicos, permite a exigência de determinadas regras (construídas pelo próprio grupo) que tem a finalidade de inserir todos os alunos na conversa on-line, ou seja, ele permite que o aluno interaja com os demais colegas e professor mediador no debate. É a oportunidade do aluno-sujeito expor suas idéias e opiniões, discutindo, de maneira construtiva, as diferenças dos pontos de vista, construindo, assim, uma nova aprendizagem: uma aprendizagem coletiva.
O chat tem a função de debater assuntos relacionados com a proposta do professor. São encontros pré-definidos para que os alunos e professor discutam temas importantes para que todos atinjam os objetivos do curso proposto.
O fórum é um espaço criado para que todos possam enviar suas mensagens baseadas num determinado tema. As mensagens postadas podem ser debatidas, ficando, assim, o registro dos debates na interface “fórum” para que todos tenham acesso ao que foi discutido, sem estarem conectados simultaneamente. Como é um espaço de construção do conhecimento, o aluno precisa saber que pode se sentir a vontade para emitir suas idéias e pensamentos, com total liberdade de expressão.
No espaço fórum o professor deve escrever como se estivesse conversando com o aluno. É importante salientar que se trata de um espaço aberto para mensagens curtas e objetivas, onde o professor deve permitir uma socialização entre os alunos para que estes dialoguem temáticas abordadas pelo curso ou não. Deve haver uma abertura para a interação entre os alunos nas mensagens trocadas por eles.
O diário é um espaço onde o aluno deve registrar o seu aprendizado. Somente o professor e o aluno terão acesso a essa interface, não havendo possibilidade de outro colega ler o que foi escrito. É uma relação do professor com cada aluno, individualmente. Com isso, o aluno pode escrever sobre seus receios, suas angústias e dificuldades, bem como manifestar sua opinião para o professor em relação ao curso. Para o professor, é um espaço em que ele pode acompanhar as dificuldades e alegrias de cada aluno, podendo auxiliá-lo em suas dificuldades e incentivá-lo quando algum deles pode estar pretendendo desistir, por não se sentir seguro ou feliz com seu desempenho ou, inclusive, com o próprio curso.
Na interface tarefa, o professor disponibilizará uma tarefa para que o aluno desenvolva off-line, podendo determinar uma data para que a tarefa seja postada na plataforma. É uma atividade que permitirá que o professor verifique o saber construído pelo aluno no decorrer do curso.
O perfil é uma interface muito importante, pois é o espaço onde cada aluno disponibilizará seus dados pessoais, falando um pouco sobre si mesmo, sobre suas expectativas, qualidades, defeitos. Dependendo das afinidades entre os integrantes do grupo, novos vínculos poderão ser estabelecidos.
Atualmente, o Moodle é um ambiente importantíssimo que permite o desenvolvimento de inúmeras atividades pedagógicas, possibilitando a construção de um saber coletivo e a atuação de um aluno-sujeito-pensante na sociedade.

Referência Bibliográfica
MOODLE: Estratégias Pedagógicas e Estudos de Caso
UM OLHAR PEDAGÓGICO DAS INTERFACES DO MOODLE
Lynn Alves

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Vídeo: NETiqueta Digital

O que sabe quem erra

Ação escolar e identidade social: conflitos e possibilidades

Pensar e fazer uma escola pública de qualidade para as classes populares.

Esse tem sido um grande desafio para os educadores comprometidos com uma sociedade democrática. São inúmeros os fatores que tornam esse objetivo mais difícil de ser alcançado, tais como, a desigualdade social, a qualidade de vida da população, entre outros.

O conjunto teórico/prático denominado ignorância muitas vezes não é outra coisa além de conhecimentos construídos a partir de experiências, realidades, objetivos de vida, relações sociais, estruturas de poder, tradições históricas e vivências culturais.

É preciso rever o conceito da palavra “ignorância”. Aquela criança carente, que vive numa comunidade pobre, que fala “errado” pode ser rotulada de ignorante, quando, na verdade, tem um conhecimento próprio criado a partir da comunidade em que vive e esse conhecimento é válido, pois faz parte da vida dessa criança.

A existência de dois “Brasis”.

Um deles rico, legitimado, proprietário dos bens materiais e do conhecimento, consumidor e o outro miserável, excluído, ignorante, silenciado. São realidades divididas, com muito pouco ou nenhum contato. São grupos sociais que partilham o mesmo espaço e tempo, mas que parecem não compartilhar o mesmo mundo.

Culturas Híbridas.

Essa dupla imagem do Brasil, que implica ruptura e isolamento, pode ser substituída pelo cenário uniforme, caracterizado por Canclini (1989) de culturas híbridas, que se guia pela finalidade de construir formas mais democráticas de vida social. A idéia de Culturas híbridas é a de que sejam propostos novos caminhos para o estabelecimento de relações de poder em que a autoridade seja democraticamente compartilhada entre esses dois mundos, que de uma maneira ou outra, estão interligados.

O papel da escola

Com o acesso das classes populares à escola se faz necessário um novo modelo de escola, formulando novas possibilidades. Ou seja, precisamos democratizar isso, para que tanto alunos pobres quanto ricos tenham o mesmo acesso à cultura. É importante rever também os padrões de avaliação, do que é certo ou errado. O que muitas vezes poderia ser interpretado como sucesso escolar, é visto como fracasso, pois o ensino parece estar condicionado a uma única possibilidade de interpretação. Se isso persistir, os alunos que conseguirão “sucesso” escolar serão aqueles que somente armazenam informações ao invés de refletir e opinar sobre elas.

Formação de professores

É importante ressaltar que os professores precisam de auxílio para reavaliar sua dinâmica escolar, é preciso que haja um preparo adequado por parte das universidades e um incentivo por parte do governo. Falta suporte ao professor para que ele consiga atingir plenamente o objetivo de levar conhecimento associado à reflexão e não ao simples repasse de conteúdo.

Não são os níveis educativos que impulsionam os indivíduos para melhores posições laborais, fortalecendo as estruturas de produção e melhorando a distribuição de renda; são as estruturas mundiais de produção que condicionam a dinâmica ocupacional mundial, definindo as relações de trabalho e direcionando o sistema educativo mundial e nacional.

No entanto, a escola é um importante espaço de luta por hegemonia e é importante também para a socialização dos conhecimentos e valores. O interesse pela escola pode ter significados distintos. Para as classes populares, estudar significa conseguir um bom emprego no futuro, já para a classe dominante estudar significa socializar-se. Os altos índices de fracasso escolar evidenciam a incapacidade da escola em alcançar coletivamente resultados satisfatórios, no entanto, apesar disso as crianças continuam tentando aprender e vão à aula enquanto podem, o que revela que a escola é importante para as famílias.

Precisamos deixar claro que tipos de qualidade escolar estamos buscando, para que seja possível a construção de uma escola verdadeiramente conectada às necessidades, desejos e possibilidades das classes populares.

Precisamos de uma sociedade mais solidária, pois o sucesso escolar depende também de formas mais democráticas de vida social. Precisamos ouvir as vozes silenciadas, atentar para a realidade do aluno, pois para que ele obtenha sucesso é preciso abandonar práticas que calam e assumir práticas que ajudam a “falar”, ou seja, precisamos preparar o aluno para saber expressar sua opinião.

O modo como a escola, o professor e o aluno sujeitos do processo ensino/aprendizagem assumem o diálogo entre o saber e o não-saber dentro do movimento de construção de conhecimentos organizados pela escola é um importante articulador do movimento de manutenção/transformação das práticas pedagógicas e, em conseqüência, da produção dos resultados escolares.

A escola não pode impor seus métodos ao professor, assim como este não pode impor seus métodos aos alunos. É necessário que haja um diálogo entre todos para que a melhor prática pedagógica seja selecionada, levando-se em consideração as particularidades de cada turma. Os alunos, sentindo-se mais à vontade, participarão mais efetivamente das aulas e, certamente, terão bons resultados escolares.

Como melhorar a qualidade do ensino?

Compreendendo a realidade, buscando encontrar e entender o que não chegou a ser realizado, as alternativas não escolhidas, os silêncios, o oprimido, o desconhecido, o proibido, as vozes, que por não serem escutadas, parecem ausentes. A teoria nos ajuda a ter interpretações diferentes da realidade. Segundo Morin (1999) ela é um dos fatores que orienta a tradução do real em idéias, nos ajudando a olhar, ver, indagar, interpretar e organizar a realidade.

Texto elaborado a partir da teoria da autora Maria Tereza Esteban

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Fatores que Afetam o Sucesso dos Alunos

Na maioria dos cursos e programas de educação a distância, pelo fato de a participação geralmente ser voluntária, parte dos alunos que iniciam programas não os conclui. No passado era comum que nesses casos o índice de desistência permanecesse entre 30% e 50%; atualmente, o índice deve estar próximo de 30% (e para cursos universitários com contagem de créditos é comparável aos cursos tradicionais, isto é, menos de 10%). Durante muitos anos, administradores e pesquisadores têm se empenhado para compreender por que alguns alunos desistem, na esperança de melhorar a porcentagem de alunos que terminam o curso.

Uma das muitas dificuldades metodológicas dessa pesquisa é que a desistência geralmente não é resultado de uma única causa, mas de um acúmulo e uma variedade de causas. Alguns pesquisadores desenvolveram modelos formais para prever a conclusão (por exemplo, Billins, 1988; Kember, 1989).

Alguns estudos identificaram determinados fatores que são prognósticos de conclusão provável de um curso de educação a distância. Eles incluem:

• Intenção de concluir – Os alunos que expressam determinação para concluir um curso geralmente conseguem fazê-lo. Por outro lado, os alunos inseguros a respeito de sua capacidade para concluir apresentam grande probabilidade de desistência.

• Entrega antecipada – Os alunos que entregam a primeira tarefa escolar antecipadamente ou pontualmente têm maior probabilidade de concluir o curso de modo satisfatório. Cmo exemplo da pesquisa, Armstrong et al. (1985) constataram que 84% dos alunos que entregam a primeira tarefa nas primeiras semanas concluíram o curso com sucesso, enquanto que 75% dos que levaram mais de dois meses para entregar a tarefa não concluíram o curso.

• Conclusão de outros cursos – Os alunos que terminaram com sucesso um curso de educação a distância têm probabilidade de concluir os cursos subseqüentes.

O conhecimento de fatores como esses pode ser usado pelos instrutores ou orientadores para identificar alunos em “situação de risco” que podem precisar de apoio adicional ou aconselhamento, a fim de concluir o curso. À medida que um número cada vez maior de cursos é ensinado pela educação a distância, uma ampla compreensão das circunstâncias que facilitam a conclusão do curso é importante para os profissionais que os elaboram, os administradores e os instrutores.
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA – Uma Visão Integrada

Michael MOORE & Greg KEARSLEY

Editora Thomson - 2007

Passo-a-passo - AVATARES PARA BLOGS E SITES


Get a Voki now!




PASSO-A-PASSO PARA INSERIR AVATAR – PARA BLOG OU SITE:

Existem sites que disponibilizam “avatares” – aqueles personagens que falam e interagem com o público – para inseri-los em sites ou blogs... ou ainda em qualquer página que tenhas acesso à edições na web.

Como acontece com a maioria dos recursos disponibilizados aqui, temos sites gratuitos e pagos. Obviamente que os pagos são mais completos, com mais recursos, mas isso não faz com que as ferramentas gratuitas sejam menos interessantes.

Como exemplo, vou explicar os passos para inserir avatares do site http://www.voki.com/create.php que é totalmente gratuito (mas também disponibiliza a conta

INICIANDO:
• Acessar o endereço http://www.voki.com/create.php
• Faça seu registro (parte superior direita da tela) – é rápido e simples, basta inserir seu e-mail, senha escolhida e data de nascimento. Depois, na segunda tela, ponha seu nome, gênero, Cidade, Estado, CEP, País (todas estas informações são opcionais).
• Depois de confirmar seu e-mail, basta acessar o site com seu novo login (e-mail) e senha.
PRIMEIRO PROJETO:
Após o acesso, você estará em sua conta dentro do site. Escolha “Create a New Voky” e o primeiro avatar já aparece automaticamente, aguardando que você o edite, conforme suas necessidades. Então vamos por partes:
No quadro ao lado do avatar, com título “Customize Your Character”, e teremos algumas opções a fazer:
• Tipo de avatar: (aba HEAD) os tipos disponíveis são “DOGS, CATS, CLASSIC, etc”. Basta apertar os botões laterais para as opções aparecerem. Escolha um de sua preferência. (em nosso blog, eu utilizei modelos do tipo “ANIME”). Ainda nesta aba você pode escolher outros modelos de cabelo e boca – clicando nos ícones com desenho.
• Agora vá para a aba CLOTHING. Escolha a roupa que mais lhe agrada, e vista seu avatar (ícones para escolher camisa/blusa e acessórios – se houver).
• Na aba BLING, você pode escolher ouros acessórios conforme seu gosto, ou mesmo, deixar sem nenhum.
• Há o esquema de cores, abaixo do avatar, que pode ser utilizado em qualquer uma destas etapas, mas para não dificultar, pode manter as configurações padrões que já há bastantes opções para os primeiros projetos.
• Depois do avatar montado, clique em DONE, na aba inferior (verde). Pronto seu avatar está criado, agora vamos para a voz.
Após concluir seu avatar, irão aparecer quatro ícones com desenhos, que são as formas que você tem a disposição para colocar a vos nele.
• Voz: “Give It A Voice”.
• Ícone telefone – “Record by Phone” – você pode gravar o que seu avatar falará por meio de uma gravação no telefone.
• Ícone tecla – “Text To Speech” – Você vai digitar o texto que seu avatar deve falar (em nosso blog, utilize este recurso).
Clicando na tecla, abrirá um espaço onde você coloca o texto. Logo abaixo escolhe a linguagem “Accent/Language”. Abaixo deste “VOICE”, você escolherá a voz e o “sotaque” do avatar – para português do Brasil, escolha uma voz onde esteja escrito “Brazil” – exemplo: Gabriela (Brazil)
• Ícone microfone – “Record With Microphone” – Você pode utilizar um microfone para gravar o que o avatar falará.
• Ícone arquivo – “Upload An Audio File” – Você pode enviar um arquivo de áudio (tipo o que utilizamos no podcast – um arquivo pré-gravado) e o avatar falará o que for enviado.
Feito isso, clique novamente em DONE, na parte inferior do quadro.
Agora faltam mais dois ícones:
• Ícone árvore “Backgrounds” – escolha o fundo do ambiente onde está o avatar. Eu utilizei o grupo “INDOORS”. Aperte DONE.
• Ícone retrato “Players” – Escolha o tema do quadro (cor dos botões de controle). Aperte DONE.

Seu avatar está pronto, agora vamos à PUBLICAÇÃO:
Aperte o botão Publish, no canto inferior direito.
Abrirá um quadro pedindo o nome do projeto. Dê o nome que quiser, e aperte SAVE. Aguarde e aparecerá uma mensagem “Your Scene hás been saved”. Clique em Close.

Pronto, seu avatar já tem voz, pode clicar no quadro, em “play” e testar como ficou.

Adicionando ao seu site ou blog:
Depois de pronto, ao lado do quadro do avatar aparecem algumas opções (quatro). Nós utilizaremos a primeira: “Add To Your Site”. Lá temos algumas escolhas a fazer:
• Size: É o tamanho do quadro que será colocado em seu site/blog. Eu usei o pré-definido, ou seja, (200 x 267).
• Com exceção do “My Space”, todos outros destinos utilizarão o código do primeiro quadro, denominado “For Most Use This Code”. Clique nele para copiar – vamos colar este código em seu site/blog.

Copie e vá para o seu blog, como se fosse colocar um post comum. Nosso grupo utilizou o Blogger, então vou explicar como postar lá, mas a idéia é praticamente a mesma para todos os blogs, o que mudam são as denominações dos comandos.
• Clique em NOVA POSTAGEM.
• Dê um título ao posto e vá para o campo onde normalmente escreve suas postagens.
• No Blogger, existem duas abas, no canto superior direito do campo reservado ao texto da postagem. Elas têm os nomes “Editar HTML” e “Escrever”. Escolha a aba “Editar HTML”.
• Cole o código que copiou anteriormente no site do avatar.
• Clique em PUBLICAR POSTAGEM.
• Visualize se o avatar aparece no blog. Teste se ele está falando aquilo que você pré-determinou.
• Pronto, seu avatar já está no ar!!!

Para outros provedores de blog, procure na área de postagem, onde está a opção de escrever ou editar código em HTML, ou algo parecido, o importante é que esteja no módulo HTML para colar o código, pois somente assim ele será decifrado e seu avatar aparecerá.

Para sites, você deve ter acesso ao código HTML do site. Funciona da mesma maneira, estando no módulo “editar HTML”, basta colar o código lá e pronto. Quem tem alguma intimidade com HTML pode fazer alguns ajustes, como centralizar o quadro, por exemplo. E é isso! Ao trabalho pessoal!!!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

EVASÃO EM CURSOS A DISTÂNCIA

“... O abandono dos estudos representa um dos mais preocupantes problemas da EAD enfrentados na atualidade. Qual a sua percepção sobre as reais causas que levam o aluno a desistir do objetivo de fazer um curso de EAD?..."

Já vi muitos estudos a respeito da evasão em cursos de EAD e quais suas prováveis causas. Como acontece na maioria dos estudos, eles avaliam o que acontece na “maioria” dos casos, mas não há um consenso do real PORQUE deste número elevado de desistências por parte dos participantes (e algumas vezes, da desistência velada por parte de alguns tutores/monitores de turma).

Há o fator motivação, citado por muitos e que creio, realmente leva alguns a desistência. Ser constante e incansavelmente motivado por terceiros ajuda, sim, sem dúvida... mas é um fator crucial? Decisivo?

Também há o fator tempo, que também causa o mesmo efeito, seja na relação com o trabalho, com a família ou simplesmente pela falta de organização e gestão do tempo disponível. Em minha opinião, cabe aqui a colocação de outro fator, que, penso, ainda não foi mencionado: o fator prioridade em determinado ponto da vida do aluno.

Mas será que necessitamos eternamente de motivação externa para buscarmos nosso aperfeiçoamento pessoal ou também tem a ver com o amadurecimento interno de cada indivíduo? Uma pessoa determinada e decidida a alcançar certos conhecimentos e/ou competências necessita, invariavelmente de motivação por parte de terceiros? Talvez alguns, mas não podemos fazer disto uma regra. Para provar meu ponto de vista coloco o seguinte exemplo:

Existem cursos disponibilizados na web que são gratuitos, de livre acesso, sem interatividade (ao menos não obrigatória), sem tutores (ao menos não na forma como conhecemos na grande maioria), sem custos (o que poderia motivar alguns a concluir aquilo que “já está pago” em termos financeiros). Se necessitássemos sempre destes estímulos externos, então cursos gratuitos, sem mediação, sem feedbacks, sem interatividade, e, o que considero talvez o mais importante destes fatores, sem a necessidade de emissão de certificados, não teria quorum, não seriam procurados por ninguém, ainda... nem existiriam. Mas isso não e verdade! Esses cursos existem e estão à disposição de quem quiser (ou quem tiver acesso a eles) e são muito procurados.

Porque então todos os fatores que discutimos aqui como possíveis fontes de evasão de cursos no formato ead não se encaixam em cursos gratuitos? A minha resposta é uma só: porque não são estas as causas mais prováveis.

Em minha opinião, a evasão no ead se dá por fatores internos de cada indivíduo. Se não fosse assim, necessitaríamos de um ambiente perfeito para desempenharmos nosso papel de alunos de forma satisfatória. Quer dizer: teríamos que estar sem nenhuma outra atividade paralela (incluindo trabalho, família, outros projetos, etc...), teríamos que ter os melhores e mais exímios profissionais a nossa disposição para que estes nos motivassem, a todo o momento, em todos os cursos, em todos os momentos.

Precisaríamos de conhecimentos prévios dos mais variados (multidiciplinares ao extremo), para que nunca nos sentíssemos excluídos nem intimidados pelas novidades ou pelo desconhecido. Será mesmo que isso é possível?

Será que este ambiente “ideal” realmente é real em algum momento, com todas as variantes trabalhando a nosso favor? Creio que não.

Mas então, qual a explicação para a motivação variável entre os participantes de um curso? Simplifico aqui com uma frase que minha querida avó costumava dizer quando eu teimava ainda criança: “não se ensina nada a quem não quer aprender”. Os outros fatores são importantes? Sim!!! Muito!!! Mas não são decisivos. Quem decide somos nós mesmos, de dentro para fora... ao menos é o que penso...