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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Tutor EaD: Reflexões para o I Seminário Nacional de Tutores -...


"Todos nós que participamos da educação a distância (ead) estamos co-construindo as definições que esse setor estabelece. Aqui no Brasil o ..."

Leia mais no link acima (é importante!!!)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Seleção de tutores bolsistas EMEJA

PROJETO DE ENSINO MÉDIO EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS  (EMEJA) - FAETEC/CECIERJ


A Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (CECIERJ) está realizando a seleção de 72 tutores bolsistas, sendo seis por disciplina, no período de 20 a 31 de julho. Este projeto será aplicado em oito Unidades de Ensino da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (FAETEC), os Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs).
O projeto visa uma nova metodologia para o EMEJA a distância, com tutores para atendimento presencial e on-line de alunos e está sendo desenvolvida numa parceria entre a FAETEC e a Fundação CECIERJ, ambas vinculadas à Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (SECT).  E se destina prioritariamente a jovens e adultos que estão fazendo cursos de qualificação profissional nos Cvts, tem mais de 18 anos e não concluíram sua escolarização em nível médio. Ela Integra estratégias e recursos da Educação a Distância a momentos presenciais e práticas pedagógicas nos espaços escolares.
Outras informações podem ser obtidas no Edital de Seleção de Bolsistas Tutores disponibilizados na página da Fundação CECIERJ, http://www.cederj.edu.br .

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

GRUPO DE MÍDIA NORTE-AMERICANO ENTRA NO MERCADO DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Movimentações recentes da News Corp, um dos maiores conglomerado de mídia do mundo, do australiano Rupert Murdoch, tem chamado a atenção do ambiente educacional norte-americano pelo que parece ser um ingresso do grupo no mundo da educação a distância e da tecnologia educacional.

Em novembro, foi anunciada a compra, pela News Corp, por 360 milhões de dólares, de 90% da empresa novaiorquina Wireless Generation.

A empresa fornece softwares, sistemas e serviços educacionais a 200 mil educadores e a mais de três milhões de estudantes em 50 estados norte-americanos. Sua especialização é a educação a distância mediada por tecnologia.

Murdoch, referindo-se a esse investimento de seu grupo, avaliou que o mercado da educação pré-univesitária (K-12 education) nos Estados Unidos é “um setor de US$ 500 bilhões esperando desesperadamente para ser transformado por uma oportunidade que expanda o alcance do ensino de excelência”. Com essa mudança, a Wireless Generation pretende investir ainda mais em tecnologia e “mudar a forma como a educação pré-universitária é feita”, segundo um executivo da companhia, Joel I. Klein.

A própria contratação de Klein, acontecida duas semanas antes do anúncio da compra da empresa, já tinha sido considerada uma ofensiva do News Group na área educacional. Klein era diretor educacional da área escolas da cidade de Nova York, e foi contratado para ser vice-presidente da News Corp.Seu objetivo, como afirmou em entrevistas após a contratação, é o de estimular o investimento privado em tecnologia educacional.


Matéria publicada no portal www.acheseucurso.com.br

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A UAB OFERECERÁ MESTRADO STRICTO SENSO NO FORMATO EAD (fase preparatória)

O MEC mandou. O SEED obedeceu. E a CAPES está colaborando com o modelo.

A UAB se prepara para oferecer mestrado strictu sensu com aval e monitoramento da CAPES. O modelo que está sendo construído servirá de referência para os demais cursos de mestrado e doutorado a distância.



OBJETIVOS

  • Promover a formação continuada de professores das redes públicas de educação, no nível de pós-graduação stricto sensu na área de Matemática com uso de tecnologias da educação a distância;

  • Instituir uma rede nacional para oferta do programa de Mestrado Profissional em Matemática, integrado por Instituições de Ensino Superior participantes do Sistema Universidade Aberta do Brasil e de Instituições Públicas de Ensino Superior que objetivam integração à UAB.



PÚBLICO ALVO DO CURSO

 
Prioritariamente professores das redes públicas de educação básica que atuem na docência na área de Matemática."

Lembrando que este mestrado está sendo construído junto com a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e que "mestrado profissional" tem o mesmíssimo peso do "mestrado acadêmico" tradicional. O que difere são os objetivos mais pragmáticos e maior abertura no formato do trabalho final (pode ser um "produto" ao invés de uma dissertação  por exemplo).

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O dilema da educação a distância

Cursos estão em alta, mas o mercado de trabalho ainda desconfia da qualidade e prefere contratar alunos do ensino presencial

08 de novembro de 2010
12h 19

Ligia Aguilhar, especial para O Estado

SÃO PAULO - A educação a distância (Ead) está se popularizando no Brasil. Só neste ano, o número de alunos matriculados deve chegar a 814 mil, segundo estimativa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O número de cursos também não para de aumentar. Só entre 2000 e 2007, a oferta de modalidades aumentou 40 vezes, de 10 para 408 cursos.
 
Mas afinal, o que o mercado de trabalho pensa sobre esse tipo de formação? Vale a pena investir em um curso a distância para turbinar o currículo?
 
Segundo profissionais da área de recrutamento e seleção ouvidos pelo Estado, as empresas ainda não estão seguras sobre a qualidade dos cursos de Ead, principalmente quando se trata de graduação ou pós-graduação. Por isso, preferem candidatos que tenham diploma do ensino presencial. "É incontestável que a qualidade não é a mesma, porque no curso a distância não há o convívio do aluno com outras pessoas para a troca de experiências", diz o consultor sênior de capital humano da Mercer, Renato Gutierrez.

Embora não tenha trabalhado diretamente com profissionais formados por esses cursos, ele diz que candidatos com essa formação têm mais dificuldade para conseguir uma vaga, já que os contratantes temem que o trabalhador tenha um desempenho inferior ao esperado. "Empresas renomadas preferem candidatos com diploma de instituições conceituadas. No caso da educação a distância, porém, nem que o curso seja de uma instituição dessas faz diferença", diz.

O diretor da consultoria de recrutamento de executivos da empresa Asap, João Paulo Camargo, concorda. "Principalmente na pós-graduação, a troca de experiências entre os alunos é essencial e isso faz falta no curso a distância", diz. "Os chats e os fóruns desses cursos não proporcionam a mesma experiência que o convívio em sala de aula.

Ainda precisam inventar um jeito de a tecnologia driblar isso."

A única situação em que os cursos de Ead são bem aceitos, segundo ele, é quando são complementares e de curta duração. "Por serem mais técnicos, a falta desse convívio não interfere. Inclusive, muitas empresas usam a educação a distância para promover treinamentos rápidos."

Avaliação. O fator que gera desconfiança por parte das empresas com a Ead é a falta de parâmetros para avaliar a qualidade desses cursos.

Como a modalidade começou a se popularizar nos últimos anos por causa dos avanços tecnológicos e da internet, o mercado ainda não conseguiu avaliar o impacto dessa formação na qualidade da mão de obra.

Na dúvida, as empresas preferem optar pela segurança de um curso presencial. "Esse sistema de educação está em processo de amadurecimento no País. Por uma questão cultural e pela falta de uma avaliação mais consistente, os recrutadores ainda não consideram esse sistema maduro", diz a gerente geral de RH da Whirlpool, eleita este ano como a melhor empresa para se trabalhar no Brasil, Úrsula Angeli.

Enquanto essa modalidade de ensino não se consolida, Úrsula faz coro e recomenda que os profissionais recorram à educação a distância só para cursos complementares e não na graduação ou pós-graduação. "As empresas ainda não estão preparadas para assumir essa insegurança", diz.

Na hora de escolher um profissional para contratação, porém, os consultores dizem considerar outros critérios além da modalidade de ensino.

Empate. A fluência em pelo menos um idioma estrangeiro e a atitude do candidato são apontadas como fatores determinantes para a aprovação em um processo seletivo. "As empresas me pedem alguém com brilho nos olhos, o que é muito difícil de achar", diz Camargo, da Asap.

Quando há empate entre os candidatos, porém, a qualidade da formação no ensino superior é decisiva. Por isso, para alunos de Ead a escolha da instituição de ensino deve ser ainda mais criteriosa. "Muitos profissionais que fizeram uma escolha diferente, como Ead, se preocupam em justificar por que fizeram essa opção durante uma entrevista de emprego, quando poderiam expor os benefícios da escolha", diz a gerente de orientação de carreira da Cia. de Talentos, Bruna Dias.

Ela recomenda que o candidato demonstre firmeza na sua decisão e tenha clareza sobre os motivos que o levaram a determinada escolha. "Antes de fazer qualquer curso é preciso avaliar o que esse estudo vai acrescentar para a empresa onde o profissional trabalha ou para o mercado onde ele atua", diz.

O consultor Marcelo Mariaca, especializado em recrutamento, seleção e transição de carreiras, ressalta ainda que o aluno de EaD deve reunir o máximo de informação possível sobre o seu curso e formação para demonstrar conhecimento e capacidade em um processo seletivo. "Tudo que é novo exige cautela. Quanto mais o aluno souber, mais segurança vai passar sobre a sua escolha", diz.



domingo, 7 de novembro de 2010

Um clique no futuro

Na escola onde você estuda, pode usar o celular na aula? Não? E jogar videogame enquanto a professora escreve na lousa? Pois saiba que, em alguns colégios, isso já acontece. E o legal é que nem é na hora do recreio!

Tudo por causa das novas tecnologias, que estão chegando também nas salas de aula. Já tem até professores na Inglaterra dizendo que daqui a 20 anos as provas vão ser feitas pelo computador. Será o fim de papel e caneta?

Até o jeito de ler está mudando. Na Bienal do Livro deste ano, a Editora Globo mostrou uma prévia da obra A Menina do Narizinho Arrebitado, de Monteiro Lobato, que está sendo adaptada para iPad (sem previsão para lançar). Na tela, dá para mexer nos desenhos enquanto lê a história!


Veja o que já está acontecendo e imagine como será a escola do futuro.

Imagine uma sala de aula sem quadro negro e giz. Como a professora faz para ensinar a lição? Fácil: com a lousa digital. E já existe até criança tendo aula com ela! Algumas escolas públicas de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, por exemplo, adotaram a tecnologia em 2010.

A lousa é uma tela branca, em que são projetadas as imagens enviadas por um computador. O professor pode escrever na hora (e você acompanha ao vivo na tela), mostrar uma lição já digitada e até navegar pela internet.

O legal é que, com uma caneta especial, você grifa um texto, clica nas páginas e até desenha direto na tela.

"No futuro, vai ter professor holográfico. Ninguém precisará ir para a escola, e ele ficará andando pela sua casa enquanto ensina."
Matheus Abrão, 11 anos


O seu professor tem arrepios de ouvir falar em celular dentro de sala de aula? Ele tem razão: o aparelho atrapalha. Mas dá para transformar esse "inimigo" em amigo.

Foi o que fez a Escola Viva, de São Paulo. O aluno Pedro Boemer de Carvalho Cunha, de 12 anos, e seus amigos estudaram nas aulas de Português as diferentes formas de mandar uma mensagem (e aí entrou SMS, e-mail, Orkut, Facebook e MSN). Depois, tiveram de inventar uma história usando tais formatos.


"A gente queria mostrar que, quando o aluno chega em casa, ele continua estudando português. Só que pelo MSN", conta a professora Lucy Santin Bergamo.


"Os professores serão robôs que vão ensinar tudo para os alunos só de encostar o dedo na testa deles."

Pedro Boemer de Carvalho Cunha, 12 anos


No colégio São Luís, em São Paulo, existe um braço mecânico que, sozinho, pega a bolinha de um lado e a coloca em outro. Sabe quem inventou? Um aluno de 11 anos! Benny Chun Ng faz o curso de robótica da escola desde os 7. Lá, as crianças também já criaram uma lixeira que abre a tampa por controle remoto, um robô que sente a presença da luz e aciona seus óculos escuros e uma casa de Lego que abre a porta da garagem ao sentir a aproximação do carrinho. Incrível, não?

Se antes os alunos precisavam emprestar o caderno do colega quando faltavam, agora eles podem pegar pela internet o material perdido. Isso já funciona em algumas escolas, como no Colégio Santo Américo, de São Paulo. As colegas Isadora Bittencourt (à direita, na foto) e Beatriz D’Ávila Pereira da Silva, ambas com 10 anos, não só recuperam o conteúdo, como usam o sistema de Educação a Distância (EAD) para complementar o estudo. "É bom, porque dá para estudar quando tem prova", conta Beatriz. "E tem uns jogos legais para a gente brincar aprendendo", completa Isadora.

No colégio paulistano I. L. Peretz, os alunos do 2º ano se uniram para fazer um livro sobre o meio ambiente. Até aí, tudo normal. Mas e se a gente disser que ele era "digital"? Verdade!

Quase tudo foi feito no computador: eles pesquisaram na internet, digitalizaram os desenhos e as colagens de fotos e escreveram no Power Point (com letras animadas e tudo!).

A aluna Isabela Vinocur Kocinas, de 7 anos, usou até o e-mail para perguntar a uma artesã como se fazia bonequinha de feltro. O livro fez sucesso: muitos repetiram a novidade em casa.


E daqui a alguns anos?

Para a pesquisadora Samantha Kutscka, da Escola do Futuro da USP, a escola vai ser bem divertida daqui a algum tempo. As aulas serão no espaço que ela chama de "sala-Lego", que junta sala de aula com espaço para informática e até uma pequena biblioteca, tudo em "bloquinhos".

As turmas vão ser bem pequenas, para ficar mais fácil para o professor acompanhar. O videogame deve ser usado como forma de aprendizagem. Todo o mundo vai ter seu próprio notebook, além de um celular 3G.

"Já pensou em receber a lição de casa por mensagem SMS?", brinca.


 
Jornal Estado de São Paulo
Dado Carvalho











quarta-feira, 27 de outubro de 2010

EVASÃO EM CURSOS A DISTÂNCIA

“... O abandono dos estudos representa um dos mais preocupantes problemas da EAD enfrentados na atualidade. Qual a sua percepção sobre as reais causas que levam o aluno a desistir do objetivo de fazer um curso de EAD?..."

Já vi muitos estudos a respeito da evasão em cursos de EAD e quais suas prováveis causas. Como acontece na maioria dos estudos, eles avaliam o que acontece na “maioria” dos casos, mas não há um consenso do real PORQUE deste número elevado de desistências por parte dos participantes (e algumas vezes, da desistência velada por parte de alguns tutores/monitores de turma).

Há o fator motivação, citado por muitos e que creio, realmente leva alguns a desistência. Ser constante e incansavelmente motivado por terceiros ajuda, sim, sem dúvida... mas é um fator crucial? Decisivo?

Também há o fator tempo, que também causa o mesmo efeito, seja na relação com o trabalho, com a família ou simplesmente pela falta de organização e gestão do tempo disponível. Em minha opinião, cabe aqui a colocação de outro fator, que, penso, ainda não foi mencionado: o fator prioridade em determinado ponto da vida do aluno.

Mas será que necessitamos eternamente de motivação externa para buscarmos nosso aperfeiçoamento pessoal ou também tem a ver com o amadurecimento interno de cada indivíduo? Uma pessoa determinada e decidida a alcançar certos conhecimentos e/ou competências necessita, invariavelmente de motivação por parte de terceiros? Talvez alguns, mas não podemos fazer disto uma regra. Para provar meu ponto de vista coloco o seguinte exemplo:

Existem cursos disponibilizados na web que são gratuitos, de livre acesso, sem interatividade (ao menos não obrigatória), sem tutores (ao menos não na forma como conhecemos na grande maioria), sem custos (o que poderia motivar alguns a concluir aquilo que “já está pago” em termos financeiros). Se necessitássemos sempre destes estímulos externos, então cursos gratuitos, sem mediação, sem feedbacks, sem interatividade, e, o que considero talvez o mais importante destes fatores, sem a necessidade de emissão de certificados, não teria quorum, não seriam procurados por ninguém, ainda... nem existiriam. Mas isso não e verdade! Esses cursos existem e estão à disposição de quem quiser (ou quem tiver acesso a eles) e são muito procurados.

Porque então todos os fatores que discutimos aqui como possíveis fontes de evasão de cursos no formato ead não se encaixam em cursos gratuitos? A minha resposta é uma só: porque não são estas as causas mais prováveis.

Em minha opinião, a evasão no ead se dá por fatores internos de cada indivíduo. Se não fosse assim, necessitaríamos de um ambiente perfeito para desempenharmos nosso papel de alunos de forma satisfatória. Quer dizer: teríamos que estar sem nenhuma outra atividade paralela (incluindo trabalho, família, outros projetos, etc...), teríamos que ter os melhores e mais exímios profissionais a nossa disposição para que estes nos motivassem, a todo o momento, em todos os cursos, em todos os momentos.

Precisaríamos de conhecimentos prévios dos mais variados (multidiciplinares ao extremo), para que nunca nos sentíssemos excluídos nem intimidados pelas novidades ou pelo desconhecido. Será mesmo que isso é possível?

Será que este ambiente “ideal” realmente é real em algum momento, com todas as variantes trabalhando a nosso favor? Creio que não.

Mas então, qual a explicação para a motivação variável entre os participantes de um curso? Simplifico aqui com uma frase que minha querida avó costumava dizer quando eu teimava ainda criança: “não se ensina nada a quem não quer aprender”. Os outros fatores são importantes? Sim!!! Muito!!! Mas não são decisivos. Quem decide somos nós mesmos, de dentro para fora... ao menos é o que penso...